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Estágio de Mergulho

Publicado: Quinta, 12 de Março de 2015, 13h19 | Última atualização em Terça, 29 de Outubro de 2019, 11h27 | Acessos: 12936

HISTÓRIA:

       No Exército, a atividade de mergulho iniciou-se nas décadas de 50 e 60, após a criação do Destacamento de Forças Especiais, na Brigada de Infantaria Paraquedista, que mais tarde veio a se tornar o 1° Batalhão de Forças Especiais. Nesse período, a atividade teve um ínfimo desenvolvimento, consequente do escasso e inadequado equipamento utilizado na época. O equipamento empregado não era adaptado a atividade militar por ser de origem civil, voltados para o mergulho desportivo. Novos equipamentos foram adquiridos, mas sempre se mantiveram na vertente civil, sustentando a inadequação ao emprego militar, o que dificultou o desenvolvimento de uma doutrina de emprego de mergulhadores no Exército.

        A necessidade de aquisição de equipamentos de uso militar, para desenvolver uma doutrina de emprego do mergulho no Exército, se evidenciou com a ampliação das operações especiais no Exército, após o ato de criação da então Brigada de Operações Especiais (Bda Op Esp), mais precisamente, no ano de 2003, a qual mais tarde se tornaria o Comando de Operações Especiais (Cmdo Op Esp). Com a criação dessa nova grande unidade, foram pesquisados os mais modernos equipamentos de mergulho militar utilizados no mundo, como o Full Range Oxygen Gas System(FROGS), equipamento de circuito fechado utilizado para formação dos mergulhadores à oxigênio (mergulho de combate) do Exército. Após a pesquisa e aquisição dos equipamentos, foi incumbida a responsabilidade da formação dos mergulhadores a Seção de Mergulho ( Núcleo da Escola de Mergulho), ativo no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOpEsp).

        Neste núcleo de mergulho são formados os mergulhadores de resgate das unidades do Cmdo Op Esp, Bda Inf Pqdt e unidades de Engenharia. Esse Estágio torna aptos os mergulhadores a realizarem buscas submarinas, reflutuação, inspeções e pequenos reparos, a uma profundidade de até 160 pés, empregando equipamentos de mergulho autônomo e dependente. Já os mergulhadores à oxigênio selecionados dentre os militares Comandos e FE do 1° BFEsp, 1° BAC e 3° Cia F Esp, executam ações diretas e reconhecimentos empregando a técnica de ataque mergulhado.

 

MISSÕES

  • Estágio de Operações Aquáticas

        O Estágio de Operações Aquáticas tem por finalidade habilitar os Comandos e Operadores de Forças Especiais, a planejar e executar operações em ambiente aquático empregando os diversos meios de infiltração e as técnicas, táticas e procedimentos neste ambienta operacional. O estágio tem a duração de duas semanas, onde o Destacamento de Ações de Comandos ou Companhia de Ações de Comandos obterão subsídios para emprego dos meios de infiltração de superfície, avaliação de fatores ambientais de relevância para as operações aquáticas, emprego de embarcações, caiaques, salto de infiltração, por paraquedas ou aeronave de asa rotativa, em meio aquático, etc.

 

  • Estágio de Mergulho a Ar e Resgate

        No Estágio de Mergulho a Ar e Resgate são formados os mergulhadores de resgate das unidades do Cmdo Op Esp, Bda Inf Pqdt e unidades de Engenharia. Esse Estágio torna aptos os mergulhadores planejar e executar buscas submarinas de pessoal e material, reflutuação, inspeções e pequenos reparos, a uma profundidade de até 160 pés (49 m), empregando equipamentos de mergulho autônomo. O Estágio tem duração de cinco semanas, sendo três de instruções teóricas e praticas em ambiente controlado, e duas de operações no mar do litoral sul fluminense. Ainda tem por finalidade tornar aptos os Combatentes Comandos e Forças Especiais, servindo no Cmdo Op Esp, a ingressarem no Estágio de Mergulho de Combate.

  • Estágio de Mergulho de Combate

        O Estágio de Mergulho de Combate é realizado por Combatentes Comandos e Forças Especiais oriundos do Cmdo Op Esp, e habilitados no Estágio de Mergulho a Ar e Regate deste estabelecimento de ensino. Este Estágio visa habilitar o aluno a planejar e executar ações diretas, reconhecimentos empregando a técnica de ataque mergulhado. Nessa modalidade de operação com mergulho de combate é utilizado o equipamento de circuito fechado que permite ações com alto grau de sigilo, discrição, mobilidade, segurança e autonomia. O Estágio tem duração de cinco semanas, onde nas duas primeiras semanas os alunos terão instruções teóricas de manutenção e emprego do equipamento de circuito fechado, demolições, armamento, prática em ambiente controlado, etc. Nas três semanas restantes, já no mar do litoral carioca, terão prática de subsídios para as ações de ataque mergulhado.

 

REQUISITOS

Mergulho a Ar E Resgate: Estar servindo em uma OM que tenha mergulhadores compondo seus quadros.

Mergulhador de Combate: Ser Comandos e Forças Especiais servindo nas OM do COPESP.

 

O MERGULHADOR

        O Mergulhador tem por objetivo planejar conduzir e executar infiltrações aquáticas de longo alcance, utilizando o nado de superfície, equipamento de circuito fechado com oxigênio, através do salto de pára-quedas e desembarque por “hellocasting”, e com a utilização de bote e caiaque.  

ORIENTAÇÃO AOS CANDIDATOS AO ESTÁGIO DE MERGULHO A AR E RESGATE. clique aqui

ORIENTAÇÃO AOS CANDIDATOS AO ESTÁGIO DE MERGULHO A OXIGÊNIO. clique aqui

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