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Curso de Forças Especiais

Publicado: Domingo, 08 de Janeiro de 2017, 00h05 | Última atualização em Segunda, 30 de Abril de 2018, 23h43 | Acessos: 44170

O SÍMBOLO DAS FORÇAS ESPECIAIS

   -  É uma combinação de ramos curvos e retos que se aproxima da forma triangular. Tem o fundo preto simbolizando a predominância da atuação noturna nas operações. O pára-quedas aberto, estilizado, com cinco linhas simbolizando as quatro armas e um serviço, existente na época (infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia e intendência). A mão enluvada significa a impessoalidade ou anonimato da ação violenta, expressa pela faca com a lâmina em sangue. Faixa com dizeres “forças especiais”, acolhendo os elementos do distintivo. Debrum de contorno todo em dourado.

HISTÓRIA

     Onde e quando se deu o primeiro Curso de Operações Especiais? Na Vila Militar, dentro do então Núcleo de Divisão Aeroterrestre. Claro que houve diversas instruções em outros locais, mas a sede daquele primeiro curso foi junto da atual Brigada Paraquedista. O inicio do período de formação foi em 02 de dezembro de 1957. O término em 13 de março de 1958. Houve um período de aplicação, de 02 de junho de 1958 a 04 de julho de 1958.
     Após estudar o que havia sido mostrado nos Estados Unidos a respeito do curso “Ranger” e, principalmente, do Batalhão de “Special Forces”, a nova comissão organizou o currículo do Curso de Operações Especiais. Este, depois de devidamente estudado e alterado pelo Estado Maior do Núcleo, foi posto em execução a 02 de dezembro de 1957. Como se tratava de um curso ainda em caráter experimental, tivemos de fazer inúmeras alterações no que estava previsto.
O civil Hélio Gracie, apresentado por um capitão, orientou as instruções de lutas, ataque e defesa. Os dois já treinavam juntos e o Capitão passou a ministrar as instruções utilizando aquela técnica de combate.
     Todos eles foram submetidos a exame de saúde e teste físico, sendo avaliadas as condições de força, vigor, agilidade, resistência e coordenação motora. Muita gente se apresentou para os testes, mas nem todos atingiram os índices. Como era algo inteiramente novo o espirito que dominava os candidatos era o de um entusiasmo “aventureiro”, todos sedentos pela novidade e querendo ampliar sua capacitação profissional. Eram novos horizontes...
     Propusemos a criação do Destacamento de Operações Especiais. Na pratica, o que ocorreu foi que o pessoal foi distribuído pelas Unidades, ficando em condições de ser mobilizado a qualquer momento.

MISSÕES

     Os Operadores de Forças Especiais são especialistas em Guerra Não Convencional, Reconhecimento Especial, Operações Contra Forças Irregulares e Contraterrorismo. Organizam-se em Destacamentos Operacionais de Forças Especiais (DOFEsp),  podendo ser empregados em ambientes hostis, negados ou politicamente sensíveis.
     O DOFEsp é capaz de estabelecer e cultivar laços de confiança com a população local a despeito das barreiras culturais, apoiando ou evitando uma confrontação militar formal, com repercussões nos níveis político e estratégico do conflito.
Os Forças Especiais são caracterizados por serem um grupo de elite de altíssimo desempenho que cumpre missões e tarefas em áreas profundas, além das capacidades das forças convencionais.
Estas frações são exclusivamente especializadas, organizadas, equipadas e empregadas de acordo com as seguintes condicionantes:
- capacitação em línguas estrangeiras;
- compatibilidade étnico-cultural com a região de emprego;
- habilidade de percepção dos traços culturais locais;
- preparação para adaptar-se ao contexto político local;
- especialização em mediação e negociação;
- capacitação para operar de forma autônoma em ambientes hostis, negados e politicamente sensíveis;
- proficiência na coordenação interagências; e
- proficiência na aplicação de avançadas tecnologias.

REQUISITOS

Ser possuidor do CAC e do Curso Básico Paraquedista.
OBS: Militares de outras forças armadas nacionais ou estrangeiras não poderão realizar o CFE.

 

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